Descrição

Quando todas as coisas
se encontram em uma única matéria
e querem dela voz,
é chegada a hora de continuar a juntar.


25 de jan. de 2011

Cosmovisões monádica e a Agroecologia

Uma cosmovisão é uma maneira de ver o universo, de apreender a realidade.
Para Gregori (1988:18), cosmovisão trata-se de um “produto do relacionamento explicativo do encéfalo individual ou coletivo com o meio ambiente, [a realidade objetiva] ao longo de um processo que tem, no começo, algumas imagens e conceitos descobridores e classificadores que, depois, se ordenam gerando explicações e teorias; no fim, tornam-se crenças e critérios de certo e errado e chave para previsões”.

A interação do encéfalo individual ou coletivo com a realidade objetiva gera o relacionamento explicativo, onde o dono do encéfalo explica a realidade objetivo e esta o encefálico. No final o processo, aquelas primeiras elaborações teóricas, tornam-se crenças e critérios comportamentais e referências de previsibilidade. Conhecida também como cosmovisão-produto, isto é: como ciências, modelo social, filosofia de vida, ideologias e paradigmas.

Para uma cosmovisão ser considerada completa ela deve conter basicamente os seguintes elementos:
- cosmogonia: explicação sobre a origem e o funcionamento do universo;
- dinâmicas das potencialidades evolutivas: sobre a circulação de energia, das leis naturais e da constituição dos três reinos (mineral, vegetal e animal);
-ontologia: sobre a origem e natureza do ser em um sentido amplo do termo;
- ontogênese: sobre o papel e o lugar a ser ocupado pelo ser humano, no conjunto das forças universais;
- filogênese: sentido de pertença a uma tribo, uma etnia e/ou nação;
- gnosiologia: sobre o processo de desenvolvimento do conhecimento humano;
- dinâmica de grupo: organização social, atribuição de poderes e administração de regras legais;
- dinâmicas prestusuária: mecanismo de provimento, acesso aos recursos produzidos por meio do trabalho, da tecnologia e da guerra;
- utopia: sobre as esperanças em relação ao futuro temporal.

De toda maneira, houveram etapas constituintes de uma cosmovisão:
1. cosmovisão instrumento aristotélica tem suas fontes na Grécia, no Egito e na Persia; e, como cosmovisão produto resultou o mundo helenista;
2. cosmovisão instrumento de Moisés, de influencia egpicia e mesopotâmica, e como cosmovisão produto resultou o judaísmo;
3. cosmovisão instrumento do cristianismo-paulino, resulta a doutrina de Jesus de Nazaré e a cultura Greco-romana. Essa vertente da cosmovisão resulta em duas correntes: igreja ortodoxa; e, igreja católica apostólica romana consolidando-se como igreja oficial do império Romano.
4. cosmovisão instrumento do islamismo, resultou nas religiões dos beduínos dos desertos da Arábia

Gregori classifica as cosmovisões em três paradigmas: monádicas; diádicas; triádicas.
A cosmovisão produto da modernidade ocidental é monádica: “trabalha com o principio da causa e efeito. Parte do pressuposto de que só e possível, na atualidade, uma sociedade de mercado, democrático-liberal, e qualquer alternativa a esta é considerada ineficiente ou perigosa à ordem social. São oriundas desse tipo de cosmovisão idéias como monoteísmo, monogamia, monarquia, alopatia, monopólio, monocultura, racismo, machismo, nacionalismo, verdade única, exclusividade, privilégios, primazia, etc ” (19). Como resultado do paradigma monádico temos a sociedade atual.

A cosmovisão diádica: enquanto no paradigma monádico existe uma única verdade, um só princípio, no diádico a negação é a causa primeira, e nesse paradigma dois princípios que entram em contradição não se excluem, mas da contradição há uma complementação recíproca, de modo que: tese e antítese gerem uma síntese. O mais importante, então, não é a contradição pela contradição, mas a transformação gerada pelo movimento.

A cosmovisão triádica é complexa demais!

Portanto, no caso da cosmovisão atual ser a monádica, onde prevalece uma única verdade, no caso, as verdades relacionadas aos “monos”, verdades outras ficam enfraquecidas e no contexto da realidade objetiva.

O novo

O Ministério do Desenvolvimento Agrário, ao longo do período 2003/2010, operacionalizou a política de formação de agentes de assistência técnica e extensão rural. A política de formação atuou voltada para o desenvolvimento rural com base nos princípios da Agroecologia, e potencializou ações de formação das mais diversas.
Universidades e Institutos Federais estiveram a frente de cursos para extensionistas e elaboraram juntamente com o ministério a programação, os materiais didáticos, intercâmbios, visitas de campo, etc. O CNPq atuou em parceria com o ministério na promoção de editais de inovação tecnológica e implementação de núcleos de agroecologia. As Emateres foram parceiras e desenvolveram cursos de curta e média duração, onde os técnicos tiveram a possibilidade de se capacitar e de enriquecer seus conhecimento. As organizações não governamentais também atuaram em parceria e conduziram distintos processos de formação em agroecologia.
A formação promoveu seminário, cursos e intercâmbios, lançou chamadas e editais de concursos de sistematização de experiências, organizou cursos de especialização, apoiou congressos importantes na área. Com a lei 12.188/2010 que institui a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural há promessas de que a formação tome novos caminhos.
Aguardemos. Com calma.

24 de jan. de 2011

As coisas estão mudando

...e como as coisas podem ser entendidas como fatos sociais, digamos que os fatos estão em processo de mudança! Mas será que os fatos começaram a mudar rescentemente, ou será que eles já vinham mudando a mais tempo e somente agora nos demos conta? O fato é que a onda da vez é falar de pobreza, e pobreza extrema, e parece que todos passaram a ser donos dessa verdade.

6 de jan. de 2011

Depois do estágio no governo federal

Sr. Jean Jacques qual é mesmo a origem da desigualdade entre os homens?

"É do homem que tenho de falar e a questão que examino me ensina que vou falar a homens porque não propõem semelhantes questões quando se teme honrar a verdade. Defenderei, portanto, com confiança a cauda da humanidade perante os sábios que a isso me convidam e não ficarei insatisfeito comigo se me tornar digno de meu tema e de meus juizes."

Paixões

O que são elas afinal?
Tão ardentes e tão rápidas!
Por que nos deixamos levar facilmente?
Mas e aí, na real,
Qualquer paixão te diverte?

Amigos Simpatizantes Leitores Críticos

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